No primeiro dia do ano de 2010, acordo com uma trágica notícia. Depois das fortes chuvas que caíram no Rio de Janeiro na noite do dia 31, um deslizamento de terra em Angra dos Reis deixa dezenas de mortos. As chuvas desta temporada mandaram seu recado logo no primeiro dia do ano. Logo surgem especialistas, engenheiros, físicos e até videntes para falar sobre o assunto. O velho costume brasileiro: “Depois da casa arrombada, cadeado à porta”. Há pouco tempo começou o trabalho de remoção das famílias que se encontram em áreas de risco.
Até aí eu imaginava ser um fato isolado. Até que, dias depois, os telejornais noticiam a destruição que as fortes tempestades deixaram em São Paulo. Aeroporto fechado, a Defesa Civil informa regiões que estão em estado de alerta, ruas e casas totalmente alagadas. Sim, mas se trata de São Paulo, a Terra da Garoa, que sempre sofreu com o problema das chuvas. Isso não era novidade, serve todo ano eleitoreiro de “gancho” para os pré-candidatos.
Dias depois, mais temporal, dessa vez no interior de São Paulo. A Chuva deixou rastro de destruição em São Luiz do Paraitinga. Dezenas de casarões históricos foram abaixo. Uma igreja, com mais de 200 anos, tombada pelo patrimônio histórico, foi destruída. A prefeitura decretou estado de calamidade pública.
Essas catástrofes todas marcaram o início do ano no Brasil. E nas outras partes do mundo? Bem, a situação também não é muito diferente. A onda de frio na Europa já matou 80 pessoas. Na Inglaterra, os termômetros marcam mais de 20 graus abaixo de zero; a maior onda de frio em 30 anos. E olha que só estamos em janeiro!
E para completar, ontem li que um terremoto de magnitude 4,3 atingiu o Rio Grande do Norte e Paraíba. Quem, sendo brasileiro, vivendo nesta terra conhecida como abençoada por Deus, poderia imaginar tremores de terra neste país? Custa acreditar, mas é a mais pura realidade. Como podemos perceber, o ano de 2010 não começou bem. A natureza grita por Socorro. Tenho escutado muita gente perguntando o que está acontecendo com o mundo. Porém, a pergunta mais pertinente seria: “O que nós fizemos com ele?”.
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